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Capivari realiza atividade em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Capivari realiza atividade em comemoração ao Dia da Consciência Negra

No dia 29 de novembro, a Prefeitura de Capivari do Sul, através da Secretaria de Educação e Cultura, reuniu as escolas para celebrar a culminância da Semana da Consciência Negra no Centro Comunitário, no turno da tarde. Na abertura do encontro, a Secretária Nora Nunes colocou que o dia 20 de novembro é marcado todos os anos por festividades e rodas de conversa sobre as conquistas e condições de vida da população negra em todo o país.
Conforme Nora, foi no Rio Grande do Sul, estado mais branco do país, atrás somente de Santa Catarina, que nasceu o movimento que levou a criação da data que marca a morte de Zumbi dos Palmares. Foi quando quatro universitários negros reuniram-se, em 1970, na Esquina democrática, na Rua da Praia em Porto Alegre, para falar sobre assuntos do cotidiano e negritude. Desses bates papos casuais, Oliveira Silveira, Ilmo da Silva, Vilmar Nunes e Antônio Cortês sentiram necessidade de criar uma data que resgatasse a identidade negra, já que não enxergavam legitimidade na Lei Áurea, de 13 de maio de 1888.
Esse grupo chamado Grupo Palmares, em homenagem ao quilombo dos Palmares, que era uma espaço de resistência de escravizados durante, mais de um século no período colonial, tinham reuniões dedicadas a leitura e discussão de textos acadêmicos e literários de intelectuais negros, invisibilizados em escolas e universidades. Em 20 de novembro de 1971, reuniram-se no Clube Marcílio Dias em Porto Alegre, conversaram por horas, sobre a trajetória de negros escravizados no país, leram poemas e discutiram também textos de outros pensadores negros. Assim, com a presença de 20 pessoas, tivemos o que depois se  transformou no “Dia da Consciência Negra”. Em 1973, a proposta do grupo de estudante gaúchos, percorria o país.
Em 1978, o Movimento Negro Unificado adotou o dia batizando-o como é conhecido atualmente.
A Cultura Negra é, sem dúvida, um dos pilares da formação do povo brasileiro. A Secretária ainda destacou que, mais do que uma curiosidade, conhecer as raízes negras é dever de cidadania, um fundamento da democracia e uma obrigação fundamental. “Como sabemos e confirmamos ao olhar para as pessoas que formam o povo do nosso Brasil, os negros africanos deram uma contribuição muito importante para sermos  o que somos hoje. Depois de uma dura travessia pelo Oceano Atlântico, foram obrigados a mudar sua maneira de viver, adaptando seus costumes e tradições ao novo ambiente”, relatou.
O Litoral Norte gaúcho é das principais regiões com concentração de quilombos rurais próximo as lagoas e o Oceano Atlântico, como em São José do Norte (Quilombo Vila Nova), Mostardas (Casca, Beco dos Colodianos e Teixeira), Tavares (Quilombo Anastácia Machado, Capororocas  e Olhos d’agua), Palmares do Sul (Limoeiro), Capivari do Sul (Costa da Lagoa), Maquiné (Morro Alto), Terra de Areia (Boa Vista).
Durante a tarde as apresentações artísticas iniciaram com a aluna Raiane Rodrigues, aluna da Escola Arthur e participante da Banda do município, a contadora de história e guardiã da memória. Logo após, os alunos da Emef Capivari do professor Raul se apresentaram com danças e poesia. A aluna Vitória representou a Chica da Silva e o aluno Marcos representou o escritor Luiz Gama. Em seguida foi a vez dos grupos trazidos de Porto Alegre, por intermédio da professora Cláudia Barcellos. O grupo das Meninas Crespas da Restinga e Grupo Afro Luanda de Porto Alegre.  A decoração do espaço foi realizada pelos alunos da EMEF Télbio Farias Cardoso.

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